Tudo evolui exceto o coração dos homens

Apresentação:

O desejo de construir este espetáculo, nasceu no ano de 2007 quando assiti a exposição sobre Darwin no MASP na cidade de São Paulo, com esta ideia comecei uma pesquisa sobre sua vida e sua obra, iniciando apenas na parte científica da teoria da evolução e das teorias que dela sucederam, chegando até o assunto que mais me fascinou entre todos, a vida do próprio Darwin.

No ano de 2010, já iniciando os ensaios e laboratórios para a construção do espetáculo, fui convidado para fazer a tradução simultânea para o português de um seminário sobre a obra de Tadeusz Kantor, proferida por uma dos maiores especialista no assunto e professor do departamento de teatro e dança da Universidade de Minnesota (EUA), Michal Kobialka, este contato com a obra de Kantor foi o fator de maior influência para a construção final do espetáculo, que propõem um encontro entre Decroux e Kantor.

Victor de Seixas

Objetivos:

“tudo evolui exceto o coração dos homens”. Nasceu da necessidade de aplicação de toda a minha pesquisa corporal dentro de um processo de criação onde todo o conhecimento desse modelo de treinamento que venho aplicando nos últimos anos encontrasse uma forma objetiva, através de uma metodologia organizada, sua aplicação na produção de um espetáculo, partindo do ideal de desenvolvimento de uma dramaturgia corporal.

O espetáculo que é resultado da aplicação de minha pesquisa corporal na forma de uma poesia visual, onde a imagem, o movimento não apenas substituem as palavras, vão além delas.

 

Proposta de Encenação:

O espetáculo, não tem a intenção de ser biográfico ou educativo sobre a vida e a obra de Darwin, mas sim uma metáfora visual, que de forma sensorial passa por momentos importantes de sua vida, momentos de dúvida, prazer, dor e libertação, levantando a reflexão sobre o próprio homem que atravessa os anos e continua se questionando, buscando e sofrendo basicamente pelas mesmas coisas em formas diferentes.

Sem  o uso de palavras  o espetáculo constrói sua dramaturgia cênica através de imagens, fragmentos de memória, coreografias e objetos, explorando um fazer teatral onde o corpo é a base e a fonte de criação.

 

Concepção:

Um espaço em semi-arena com alguns objetos, o público fica próximo do ator em cadeiras ou arquibancadas colocadas de forma a ficar na mesma altura ou em uma altura próxima.

O espetáculo começa antes do público entrar, ele entra durante a primeira cena onde o ator está caminhando lentamente puxando um pequeno barco, esta cena acontece durante toda a entrada do público até ele se acomodar, o roteiro do espetáculo está dividido em três momentos: Viagens, confrontos e o homem velho,

Para a encenação é priorizado a ideia do encontro entre o ator e a plateia, por isso os poucos objetos e máscaras ficam aparentes durante todo o tempo, as trocas de roupa acontecem em frente ao público e é mantido um constante diálogo silencioso entre o olhar do ator e dos expectadores, que se transformam em testemunhas, transformando o espaço cênico em um “quarto-de-memórias” Kantoriano, onde o público está presente na cena com o ator

A música composta por Rinde Eckert, foi editada de forma quase contínua,  gerando um um ambiente sonoro especial, acompanhando toda a apresentação. Concebido para ser apresentado em espaços não convencionais, “Darwin, tudo evolui exceto o coração dos homens”, pode ser apresentado também em teatros com um porte médio ou grande. A plateia pode ser semi-arena ou em estilo italiano com as cadeiras para o público no palco.

Darwin, clip 12 minutos

Darwin, clipe com 3 minutos

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